quarta-feira, 25 de setembro de 2013

PACIÊNCIA SIM, COMODISMO NÃO!

Publicado em 23 de setembro de 2013 | Por beatriz | Atitude, Autoconhecimento, Energias, futuro,Mensagem de Reflexão, Motivação
Tenha paciência sim, mas não fique assistindo tudo de braços cruzados. A casa pode estar pegando fogo, mas um “baldinho” de água que você jogar pode ajudar a salvar parte do imóvel.
Nós somos danados para nos acostumarmos com tudo, com as coisas boas e as coisas ruins, e por incrível que pareça, nós cedemos mais pelas coisas ruins, pelas situações chatas do que pelas coisas boas.
Será que somos masoquistas?Um dia uma coisa, uma pessoa te chateia, você deixa pra lá e em nome de uma amizade, de um respeito ou sei lá o que , você aceita, vai aceitando, vai engolindo até que explode. Até que um dia não tem mais o que fazer, não existe mais maneira de mudar a situação.
Paciência sim, comodismo não!
Sua voz deve falar de amor, mas dizer sim para tudo nem sempre é amor, alias, existe mais amor no “não bem dado”, que no sim forçado. Então, aja com a razão.
Não aceite as coisas prontas, as situações resolvidas.
Chegaram no seu espaço e querem passar por cima de você?
Não permita, com respeito e firmeza imponha-se, mostre-se, exija respeito.
Na sua casa estão gritando muito, não estão te ouvindo? Suba na cadeira, rode a baiana, remexa as cadeiras e mostre quem está falando.
Não permita que a bagunça vire festa e que o mundo caia bem na sua cabeça.
Nós somos engraçados:- atravessamos a cidade para levar um quilo de fubá naquela campanha dos carentes de “Quixindó do Sul”, e não somos capazes de levantar o traseiro da cadeira para fazer uma caminhada de meia hora, três vezes por semana que pode salvar a nossa vida.
Paciência tem limite, assim como a dor, a preguiça, o choro, o desespero, e tudo mais que possa ameaçar a sua paz.
Você só vai continuar sofrendo se permitir, se você esquecer o que é realmente importante nesse mundo: você.
Bote fé na sua capacidade de resolver o que você determinar.
Deus leva a maior fé em você!
Não o decepcione!
Eu acredito em você.
Paulo Roberto Gaefke

domingo, 22 de setembro de 2013

Para Refletir

 
"Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento.
Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades... nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência.
Não reclame, nem se faça de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."


(Chico Xavier)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

CAPÍTULO VIII – A DIREÇÃO INTUITIVA

Reconhece-O em todos os teus caminhos e

Ele endireitará as tuas veredas.

Salmo, 3:6

23072012133634INTUNada será demasiadamente grande para realizardes, se conhecerdes o poder de vossa palavra e seguirdes a voz de vossa intuição. Pela vossa palavra, poreis em atividade forças invisíveis e conseguireis refazer vosso corpo ou remodelar vossos negócios. É, portanto, de suma importância que escolhais as palavras exatas e estabeleçais cuidadosamente a afirmação que desejais catapultar no invisível. Deveis saber que Deus é vosso suprimento, que há um suprimento para todo pedido, pois disse Jesus: “Pedi e recebereis”.

Porém, é necessário que deis o primeiro passo.

Muitas vezes me perguntaram o modo mais certo de agir para obter resultados. Respondi: Afirmai o que quereis e não façais mais nada em relação a esse ponto, enquanto não receberdes uma orientação definida. Em seguida, pedi para serdes guiado, afirmando: “Espírito Infinito, revelai-me o caminho e fazei-me saber se devo fazer alguma coisa para conseguir aquilo que vos peço”.

A inspiração virá pela intuição ou inspiração – como, por exemplo, uma observação casual de alguém, um trecho de livro, etc. Essas respostas, às vezes, são extremamente exatas. Por exemplo, conta uma esoterista americana:

“Uma senhora desejava uma grande quantia de dinheiro. Fez o pedido com as seguintes palavras: ‘Espírito Infinito, abri o caminho para o meu imediato suprimento; que tudo o que é meu por direito divino seja por mim recebido em grande abundância’.

“Acrescentou, em seguida: ‘Dai-me uma direção definida; fazei-me saber se tenho de fazer alguma coisa’.

“Recebeu imediatamente o pensamento seguinte: ‘Dai cem dólares a F’. (Nome de uma senhora que a tinha ajudado espiritualmente.) Tendo-se dirigido a essa senhora, ela respondeu-lhe: ‘Esperarei até terdes outra informação antes de me dardes o dinheiro’. Dispôs-se, pois a esperar e, mais tarde, encontrou outra mulher que lhe disse: ‘Hoje dei um dólar para uma pessoa; essa quantia era para mim um tanto como cem dólares para vós’.

“Essa informação constituía, na realidade, uma direção certa sobre o que devia fazer, de modo que ela compreendeu que era justo dar os cem dólares. Tal quantia foi uma dádiva que constituiu uma verdadeira colocação de dinheiro, pois pouco tempo depois, recebeu de um modo extraordinário uma grande soma”.

O dar abre caminho para receber. A fim de produzirdes atividades em vossas finanças, deveis dar. O pagamento dos dízimos ou a distribuição de dez por cento dos lucros para as obras de caridade é um antigo costume judaico e, sempre que seja feito de coração, produz um aumento de negócios. Muitos dos maiores capitalistas americanos seguem essa prática, que afirmam nunca ter falhado.

A décima parte de vossos lucros, sendo assim distribuída em sementeira, volta para vós com a benção dos beneficiados, e multiplicada. É indispensável, porém, ´que a dádiva seja feita com amor e alegria, pois “Deus ama a quem dá alegremente”.

Deveis pagar com alegria as vossas dívidas; todo dinheiro que tiverdes de despender para os vossos compromissos e compras, deve, sem receio, ser abençoado com um sentimento de alegria e abundância. Essa atitude mental vos tornará senhores do dinheiro e das vossas circunstâncias. Está em vossas mãos obedecerdes a estas regras e então as vossas palavras abrirão grandes reservatórios de riquezas.

Sois vós mesmos que limitais vossos suprimentos pela vossa curta visão espiritual. Podeis conseguir uma grande realização de riqueza, se, agindo sem receio, não impedirdes que ela se manifeste.

A vossa visão mental deve andar de mãos dadas com a vossa atividade, como fez aquele homem que gastou quase tudo na compra de um bom casaco.

Esta lei pode ser ilustrada pelo seguinte fato relatado por uma esoterista americana:

“Procurou-me uma senhora e pediu-me para fazer uma afirmação com o fim de que conseguisse uma posição. Então fiz o seguinte pedido: ‘Espírito Infinito, abri o caminho de uma colocação justa para esta mulher’. Nunca deveis pedir simplesmente uma colocação, mas sim a colocação justa para vós, pois esse será o único realmente satisfatório.

“Em seguida, dei graças como se ela já tivesse recebido e para que esse lugar se manifestasse rapidamente. Muito em breve, ela teve três ofertas, duas em Nova Iorque e uma em Palm Beach (Estados Unidos), e ela não sabei qual desses lugares havia de preferir. Aconselhei-a a que pedisse uma direção definitiva.

“Estava para terminar o prazo e ela ainda estava indecisa, quando certa manhã me telefonou: ‘Hoje, ao levantar-me, senti o perfume de palmeiras’. Ela já estivera em Palm Beach e conhecia a fragrância daquela cidade. Respondi-lhe: ‘Muito bem, se daqui sentis o perfume de Palm Beach, é porque certamente tereis de ir para lá’. E ela aceitou aquela posição, na qual teve grande prosperidade.”

Muitas vezes a direção intuitiva vos vem inesperadamente, como se vê pelo seguinte caso, relatado pela mesma esoterista:

“Certo dia, passava por uma rua, quando senti repentinamente um forte impulso para ir a uma padaria que se achava a um ou dois quarteirões acima. A minha razão resistia, discutindo: ‘Lá não há nada de que precisais’.

“Entretanto, tinha aprendido a não raciocinar e, dirigi-me para a padaria, entrei e lancei um olhar para tudo o que ali havia, nada encontrando de que precisasse; porém, ao sair, encontrei uma mulher em que pensara muitas vezes e que tinha grande necessidade do meu auxílio”.

Vedes, portanto, que, muitas vezes, procurais uma coisa e encontrais outra.

A intuição é uma faculdade mental e não dá explicações, mas simplesmente aponta o caminho.

Quando alguém vos presta auxílio mental, muitas vezes recebereis indicação do que deveis fazer. A idéia que se apresenta pode, não raro, parecer fora de propósito, porém Deus, frequentemente, leva por caminhos misteriosos.

Uma instrutora esotérica relata que, certa ocasião, ao dar suas lições, tinha combinado com os alunos que cada um havia de receber uma orientação sobre a sua vida. Terminada a aula, uma senhora se dirigiu a ela e disse: “Enquanto estávamos fazendo a concentração, tive a idéia de que devia tirar a minha mobília do depósito e alugar um apartamento”. Ela fora para curar-se de uma moléstia. A instrutora respondeu-lhe que sabia que, tendo o seu lar, melhoraria de saúde, e acrescentou: “Creio que vossa moléstia, que é um estado congestivo, proveio de terdes guardado vossos móveis. O congestionamento das coisas produz congestão no corpo. Violastes a lei do uso e vosso corpo está pagando por isso’.

“Portanto, agradeci a Deus pelo estabelecimento da ordem divina na mente, no corpo e nos negócios daquela senhora”.

Não refletis quando os vossos negócios reagem sobre vosso corpo. Entretanto, é verdade que, para cada moléstia, existe um correspondente moral.

Pelas realizações de que vosso corpo é uma idéia perfeita na Mente Divina, podereis obter cura instantânea de vossas moléstias, porém, se prosseguirdes em vossos pensamentos destrutivos de avareza, raiva, medo, crítica e condenação, a moléstia voltará.

Jesus Cristo sabia que toda moléstia provinha do pecado e, por isso, admoestou ao leproso, depois de curá-lo, que fosse embora e não pecasse mais, para não lhe acontecer coisa pior. Portanto, para que a cura seja permanente é preciso que a alma (a mente subconsciente) seja lavada completamente; e o estudante da ciência espiritual procura essa correspondência seja perfeita no íntimo.

Disse Jesus Cristo: “Não condeneis para não serdes condenados e não julgueis para não serdes julgados”. Muitas pessoas atraíram para si a moléstia e a infelicidade por terem condenado aos outros. Aquilo que alguém condena nos outros atrai para si.

Como exemplo, citarei um caso relatado por uma esoterista:

“Certa pessoa, minha conhecida, achando-se nervosa e irritada pelo fato de seu marido tê-la abandonado por outra mulher, veio procurar-me. Ela condenava a outra e dizia continuamente: ‘Ela sabia que ele era casado e não tinha direito de aceitar as suas atenções’.

“Respondi-lhe: ‘Deixai de condenar aquela mulher; abençoai-a e concordai com a situação, porque, do contrário, atraireis a mesma coisa para vós’.

“Não deu ouvidos às minhas palavras e, um ano ou dois mais tarde, por sua vez, apaixonou-se por um homem casado”.

Se criticardes e condenardes, estabelecereis uma corrente mental que vos arrastará para aquilo mesmo que julgais mais feio nos outros.

A indecisão é uma pedra de tropeço em vosso caminho. Para vencê-la, repeti amiúde a afirmação seguinte: – “ Recebo continuamente a inspiração direta de Deus; tomo rapidamente decisões curtas”. Essas palavras se gravarão em vosso subconsciente, e logo vos darão uma disposição alerta, ativa e capaz de seguir o caminho reto, sem hesitação.

É coisa prejudicial e destrutiva pedir guia e direção aos entes do plano psíquico, onde reina a pluralidade de modo de pensar, e não a “Mente Única e Infalível”.

Se abrirdes as vossas mentes para as influências subjetivas e entidades psíquicas, vos tornareis joguetes de forças destrutivas. O plano psíquico é consequência dos pensamentos terrenos da humanidade, sendo um “plano de atividades opostas”. O indivíduo pode ali receber mensagens do bem ou do mal.

A numerologia e a astrologia são ciências reais, mas, como toda ciência material, não vão além do plano material dos efeitos e do Carma e, se seguirdes as leis espirituais, podeis colocar-vos acima de suas influências.

Uma esoterista americana que devia ter morrido há muitos anos, de conformidade com o seu horóscopo, ainda vive e é chefe de um dos maiores movimentos para o progresso moral e espiritual da humanidade.

É preciso terdes uma mentalidade muito forte para neutralizardes uma predição do mal.

Dificilmente a vossa vontade e a vossa razão poderão lutar contra as forças fatais do plano psíquico, representadas pelas influências planetárias e as sugestões de um ambiente desfavorável; porém, se anuirdes vossa mente consciente ao Superconsciente,  vossa vitória será certa e, nos momentos mais difíceis, um aviso intuitivo vos livrará de agirdes de um modo prejudicial. Para vencerdes essas influências, é preciso afirmardes: “Toda predição de mau acontecimento falhará; todo plano que não foi feito por meu pai celeste será dissolvido e desfeito; só o que estiver determinado pelo ideal divino se realizará”

Todavia, quando vos for feita uma predição de felicidade, bem-estar ou riqueza, aceitai-a e esperais o resultado, o qual se manifestará pela lei da expectativa.

A vossa vontade deve ser aplicada em apoio da vontade universal. “Desejo que se faça a vontade de Deus” – deve ser sempre o vosso lema de conduta.

É vontade de Deus que tenhais os justos desejos de vosso coração, e deveis aplicar a vossa vontade para manter em vosso pensamento a idéia da perfeição, sem duvidardes.

Disse consigo o filho pródigo: “Levantar-me-ei e irei para a casa de meu pai”.

Com efeito, é necessário fazerdes um esforço de vontade para deixardes o lodaçal dos pensamentos terrestres. Para a maioria é mais fácil ter medo do que ter fé; por isso, a fé exige um esforço de vontade.

À proporção que despertardes vossas forças espirituais, reconheçais que toda desarmonia exterior é correspondente a uma desarmonia internas. Se torpeçardes e cairdes, é porque tropeçastes e caístes em vossa consciência.

Certo dia uma estudante de ocultismo, enquanto andava pela rua, estava criticando e condenando em pensamentos uma sua conhecida. Dizia mentalmente: - “Aquela mulher é a mulher mais desagradável que existe na terra”. Neste momento, três escoteiros, ao dobrarem a esquina, foram de encontro a ela e a feriram gravemente.Lembrando-se do seu erro, em lugar de condená-los, ela fez imediatamente apelo à lei do perdão e saudou a Deus na mulher que antes condenara. Os caminhos da sabedoria são sempre agradáveis e cheios de paz.

Tendo feito vosso pedido ao Universal, deveis estar preparado para surpresas. Muitas vezes, tudo vos parecerá mal, porém, na realidade, está indo bem.

Por exemplo, referem que uma senhora ouvira falar que não havia prejuízo na Mente Divina, e, portanto, nada que lhe pertencesse podia perder; tudo o que tivesse perdido, ser-lhe-ia restituído ou teria seu equivalente.

Alguns anos antes, havia perdido dois mil dólares. Emprestara essa quantia a uma parenta que, ao morrer não fizera menção do dinheiro no testamento. Ficou ressentida e irritada, e não tendo documento, nunca recebera o dinheiro. Por fim, resolveu negar a perda e receber os dois mil dólares do Banco do Universo. Teve que começar perdoando a mulher a quem emprestara o dinheiro, pois o ressentimento e a falta de perdão fecharam as portas desse banco maravilhoso.

Fez a afirmação seguinte: “Nego o prejuízo; pois não há perda na Mente Divina; portanto, não posso perder os dois mil dólares que me pertencem por direito divino. Quando uma porta se fecha, outra logo se abre”.

Ela residia num prédio de apartamentos que estava à venda; nos contratos havia uma cláusula pela qual, se o prédio fosse vendido, os inquilinos teriam noventa dias para mudarem-se.

Repentinamente, o proprietário desrespeitou o contrato e aumentou o aluguel. Assim foi vítima de nova injustiça, porém, desta vez, não se perturbou. Abençoou o proprietário e disse: “Se o aluguel foi aumentado é porque serei mais rica, pois Deus é meu suprimento”.

Novos contratos foram feitos para os novos aluguéis, porém, por um esquecimento divinamente determinado, a cláusula dos noventa dias não foi incluída.

Logo depois, o proprietária teve a oportunidade de vender o prédio. Diversas famílias saíram, porém três ficaram, inclusive essa senhora. Passaram-se uns dois meses e o agente tornou a voltar. Dessa vez, disse à mulher: “Aceitais desfazer vosso contrato pela quantia de quinhentos dólares?” Ela havia proposto aos inquilinos, que haviam ficado, que agiriam de combinação, se lhes falassem novamente de mudança. Devia, pois, consultá-los. Estes responderam: “Se vos ofereceram quinhentos dólares, certamente vos darão dois mil”. Assim, ela recebeu um cheque de dois mil dólares para sair daquele apartamento.

Este caso foi, certamente, um notável exemplo da ação da lei, e a injustiça aparente que lhe fizeram um meio de abrir caminho para o resultado. Ele prova que não existe prejuízo, e que, quando o indivíduo estabelece a sua base espiritual, recebe tudo o que lhe pertence do Grande Reservatório do Todo Bem.

“Restituir-vos-ei os anos que os gafanhotos comeram”, disse o profeta Isaías.

Os “gafanhotos” são as dúvidas, os temores, os ressentimentos e os arrependimentos da mentalidade inferior. São esses os maus pensamentos que vos roubam, porquanto diz a sabedoria iniciática: “Ninguém dá para uma pessoa e ninguém tira senão ela mesma”.

Estais neste mundo para dardes provas de Deus e “testemunho da verdade”, e só podereis dar provas de Deus fazendo surgir “a abundância da necessidade e a justiça da injustiça”.

“Provai-me aqui neste momento – disse o Senhor dos Exércitos – se não vos abrirei as portas do céu e derramarei uma benção, que não haverá lugar suficiente para contê-la”.

A obediência à direção intuitiva é a coisa mais importante que tendes para a vossa orientação na vida, e sem ela, passareis a vossa existência no erro e no insucesso.

Estais habituado a pedir orientação à vossa mente consciente, porém, está só pode orientar-vos de acordo com as experiências do passado. O futuro, todavia, não depende daquelas, e circunstâncias imprevistas podem alterar completamente os vossos planos.

Entretanto, se seguirdes a vos da intuição, isto é, a direção dada por vosso Cristo interno sobre o que deveis fazer, jamais caireis em erro.

Exemplo: – Um filiado no Círculo Esotérico tinha todo o seu capital colocado numa Companhia. Correndo, um dia, os olhos pelo jornal, veio a saber que essa Companhia estava em falência, e essa notícia o deixou muito aflito, impedindo-o de dormir aquela noite. Entretanto, lutou para acalmar-se e fez com persistência a afirmação seguinte: – “Confio no Supremo Espírito do Bem. O que for verdadeiramente meu, ninguém me pode tirar”.

No dia seguinte levantou-se mais cedo, para ir à casa do diretor da Companhia e, apesar de ter perguntado à sua esposa se tinha alguma idéia do que devia fazer ou dizer, resolveu dirigir-se a ela sem ter noção alguma do  que havia de falar. Ao descer do bonde, em frente da casa para a qual se dirigia, recebeu uma idéia clara do que lhe convinha expressar.

Ao recebê-lo, o diretor manifestou a mesma idéia que ele recebera intuitivamente e, assim, foi fácil ao nosso irmão convencê-lo a assinar um documento garantindo-lhe o capital, que depois lhe foi restituído gradualmente.

Pode-se demonstrar facilmente que recebeis vossa melhores idéias do plano superconsciente, ou de vosso Cristo interno, e é fato conhecido que ninguém realizou grandes coisas no mundo, sem ter estado em contato frequente com esse plano.

Se vos habituardes a manter vossa mente em contato com o Cristo interno, em intervalos frequentes, nunca vos faltarão idéias necessárias para a realização de vossas aspirações.

Sejam quais forem as vossa dificuldades, descobrireis invariavelmente os meios de vencê-las completamente. Todas as vezes que vos encontrardes numa situação difícil, procurai, antes de tudo, entrar em contato com vosso Cristo interno e receber dele a indicação do que deveis fazer para resolverdes bem a vossa dificuldade. Assim evitareis complicar a vossa situação e perder tempo numa orientação errada, cujas consequências não podeis prever.

O conhecido escritor americano Henry Morgan relata numerosos casos de direção intuitiva, entre os quais citarei os seguintes:

“Ao terminar uma reunião em que havia falado sobre o tema: Para encontrardes vosso próprio Centro Divino, um inventor se dirigiu a mim e disse: ‘Tive uma admirável experiência esta manhã. Enquanto vos escutava, a parte mais complicada de uma invenção sobre a qual havia trabalhado meses se tornou clara para mim’. Uma senhora que se achava próxima ouviu aquela palavras e disse: ‘Coisa extraordinária! Devo dizer ao senhor Morgan que, ao ouvi-lo, recebi a inspiração para o planos de três novelas, parecendo-me que as estava escrevendo, pois a inspiração me parecia coisa passada”.

Os conselhos e fatos que vos tenho apresentado aqui para orientar-vos na conduta que deveis ter, de acordo com as leis espirituais deixadas por Jesus Cristo e confirmadas pelos esoteristas modernos, se destinam, por assim dizer, a tornar para vós palpáveis os efeitos das silenciosas Forças Espirituais, por cujo intermédio conseguireis realizar todas as vossas aspirações, sem prejuízo para ninguém e sempre no mais perfeito acordo com as leis da Harmonia, Amor, Verdade e Justiça.

Alegria e Triunfo – Lourenço Prado – Ed.Pensamento

domingo, 28 de outubro de 2012

Amanhecendo

 Amanhecendo,   começa o teu dia com alegria renovada e   sem passado negativo, enriquecido pelas experiências   que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas"

(Joanna de Ângelis)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

clip_image001Meu Senhor…

…Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes

e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis...

Se me dás fortuna, não me tires a razão.

Se me dás êxito, não me tires a humildade.

Se me dás humildade, não me tires a dignidade.

Ajuda-me sempre a ver a outra face da medalha,

não me deixes culpar de traição a outrem

por não pensar como eu.

Ensina-me a querer aos outros como a mim mesmo.

Não me deixes cair no orgulho se triunfo,

nem no desespero se fracasso

Mas antes recorda-me que o fracasso

é a experiência que precede o triunfo.

Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza

e que a vingança é um sinal de baixeza.

Se me tiras o êxito, deixa-me forças para aprender com o fracasso.

Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa

e se alguém me ofende,

dá-me energia para perdoar

Senhor…se eu me esquecer de Ti, nunca Te esqueças de mim!

Mahatma Gandhi

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CAPÍTULO VII - O AMOR

O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.

Provérbio, 10:12

Amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus.

1a Epístola de S.João, 4:7

imagesCAF41DEETodos vós que habitais este planeta estais recebendo vossa iniciação no amor.

Assim disse o Cristo: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros”.

Na sua obra Tertium Organum, Ouspensky afirma que o amor é um fenômeno cósmico que abre ao ser humano o mundo da quarta dimensão, o “Mundo das Maravilhas”.

O amor verdadeiro é desinteressado e livre do temor. Ele se irradia para o objetivo da afeição sem exigir qualquer retribuição. Sua satisfação está no prazer de dar. O amor é Deus em manifestação e a mais poderosa magnética do universo.

O amor puro e desinteressado atrai para si o que lhe pertence; não tem necessidade de procurar ou pedir. Quase ninguém tem a menor idéia do que seja o verdadeiro amor. O ente humano é egoísta, tirânico ou receoso em seus afetos, perdendo assim as coisas que ama.

O ciúme é o pior inimigo do amor, pois perturba a imaginação, faz que ela veja a pessoa amada atraída para outra e, se esse temor não for neutralizado, se expressará objetivamente.

O seguinte fato, narrado por uma esoterista, serve de exemplo. Escreve ela:

“Certa moça se dirigiu a mim em estado de profundo desespero, pois o homem  a quem amava a havia abandonado por outras mulheres, dizendo que nunca pensara em casar-se com ela. Achava-se exasperada de ciúmes e ressentimento, e disse-me que esperava vê-lo sofrer, tanto quanto a fizera sofrer, terminando a pergunta: ‘Como pôde abandonar-me, se eu o amava tanto?’

“Respondi-lhe: ‘Bem, isso não é amor verdadeiro. Quando expressardes o amor verdadeiro, este vos será retribuído, quer por esse homem, quer por seu equivalente pois, se não for o escolhido divino, não precisareis dele. Assim, como estais unida a Deus, também estais unida ao amor que vos pertence por direito divino’.

“Passaram-se vários meses e as coisas continuaram na mesma. Entretanto, ela agia conscienciosamente sobre si mesma para modificar a sua atitude. Certa ocasião, disse-lhe: ‘Quando deixardes de ficar perturbada pela idéia da crueldade dele, deixará de ser cruel, porque pelas vossas próprias emoções, estais atraindo essa crueldade’.

“Falei-lhe, então, de uma fraternidade existente na Índia, na qual nunca se saudavam dizendo: ‘Bom dia’. Para se saudarem empregavam as palavras: ‘Saúdo a Deus em vós’. Eles saudavam a Deus tanto nos homens como nos animais da floresta, e assim nunca eram molestados, pois viam somente Deus em todo ser vivente. Aconselhei-lhe o seguinte: ‘Saudai a Deus nesse homem e afirmais: Vejo apenas vosso ser divino. Vejo-o com Deus vos vê, perfeito, feito à Sua imagem e semelhança’.

“Ela notou que se tornava mais calma e perdia gradualmente seu ressentimento. Ele era capitão e ela sempre lhe dava esse nome.

“Um dia exclamou repentinamente: ‘Deus abençoe o capitão, onde estiver’.

“Respondi-lhe: ‘Isso sim é verdadeiro amor, e quando vos tornardes um círculo completo, não ficando mais perturbada pela situação, alcançareis dele o amor e atraireis o seu equivalente.

“Nessa ocasião, eu estava de mudança e não possuía telefone, de modo que fiquei fora de contato com ela durante algumas semanas; entretanto, esta manhã recebi sua carta, contendo apenas esta palavra: ‘Casamo-nos’.

“Na primeira oportunidade, fiz-lhe uma visita e minhas primeiras palavras foram: ‘Que aconteceu?’ Ela exclamou: ‘Oh, um milagre! Certo dia despertei-me e notei que todo o meu sofrimento havia desaparecido. Na tarde daquele mesmo dia, o encontrei e pediu-me em casamento. Dentro de uma semana nos casamos, e posso afirmar-vos que nunca vi homem mais delicado”.

Uma antiga sentença iniciática diz o seguinte: Ninguém é vosso inimigo, ninguém é vosso amigo, cada um é vosso instrutor (*).

O namorado daquela moça lhe estava ensinando o amor desinteressado, coisa que toda pessoa tem que aprender, cedo ou tarde.

Assim, pois, é preciso serdes impessoal e aprenderdes o que cada um tem a ensinar-vos e, quanto mais cedo aprenderdes vossa lição, mais depressa ficareis livre.

Não é necessário o sofrimento para vos desenvolverdes e aperfeiçoardes, e ele resulta sempre de terdes desobedecido a lei espiritual; porém, são poucas as pessoas que parecem  poder sair do “sono da alma” sem passar por ele.

Quando as pessoas são felizes, geralmente se tornam egoístas e assim, automaticamente, a lei do Carmo entra em atividade. Amiúde elas perdem o que possuem por não saberem apreciá-lo e dar-lhe valor.

Um metafísico americano relata o seguinte caso que serve de ilustração para o princípio exposto:

“Conheci uma senhora que possuía um companheiro muito bom, ao qual não dava valor, pois dizia sempre: Não importa casar-me, porém isso não depõe contra meu companheiro e quer dizer simplesmente que não tenho interesse pela vida conjugal.

“Tinha outros interesses e quase nem se lembrava  de que possuía um companheiro. Somente quando o via é que se lembrava dele. Um dia o companheiro disse-lhe que gostava de outra mulher e ia deixá-la. Desesperada e cheia de ressentimento, ela veio procurar-me.

“Após ouvi-la queixar-se respondi-lhe. ‘É exatamente  para dar esse resultado que falastes aquelas palavras. Dizeis que não vos preocupáveis com o casamento e assim vosso subconsciente agiu para deixar-vos sem ele’.

“Ela concordou: ‘É verdade, agora compreendo. As pessoas alcançam o que procuram e depois se ofendem muito por não ser como julgam’.

“Entretanto, em pouco tempo harmonizou-se com a situação e reconheceu que eram muito mais felizes separados’.

Quando a mulher se torna indiferente ao marido ou companheiro e põe-se a critica-lo, deixa de ser uma inspiração e incentivo para ele, desaparece o estímulo de suas primeiras relações e ele se sente desanimado, infeliz. O seguinte exemplo, citado por uma esoterista americana, constitui uma boa ilustração do princípio:

“Um homem dirigiu-se a mim num estado de grande desânimo e tristeza. Sua mulher se interessava pela Ciência dos Números e fizera examinar o nome dele. Parece que a análise não foi muito favorável, pois ele informou-me: ‘Minha mulher diz que nunca conseguirei alguma coisa, porque sou o número 2’.

“Respondi-lhe: ‘Não me interessa qual seja o número de vosso nome, sois uma idéia perfeita na mente divina, e pediremos o êxito e a prosperidade que foram planejados para vós pela Inteligência Infinita’.

“Dentro de poucas semanas, conseguiu uma posição magnífica e, um ano ou dois mais tarde, obteve um brilhante êxito como escritor”.

Não podeis obter êxito em vossos negócios sem amardes o vosso trabalho. A pintura que o artista faz por amor à arte é a maior obra por ele produzida. A rotina é sempre um meio de viver humildemente.

Ninguém pode atrair dinheiro, se o desprezar. Muitas pessoas permanecem na pobreza por terem o costume de dizer: “O dinheiro nada é para mim, e não aprecio as pessoas que o possuem”.

Essa é a razão por que muitos artistas são pobres. Seu desprezo pelo dinheiro os afasta dele.

Lembro-me de ter ouvido um artista falar de outro: “Não é bom artista; tem dinheiro no banco”. Essa atitude mental, sem dúvida, separa o indivíduo do seu suprimento. Para poder atrair uma coisa, é preciso que se esteja em harmonia com ela. O dinheiro é uma expressão de Deus como meio de suprir a necessidade e livrar da limitação, porém deve ser sempre posto em circulação e aplicação em coisas justas.

A avareza e a sovinice são terrivelmente vingativas. Isso não quer dizer que o indivíduo não deva possuir casas e riquezas, depósitos e valores porquanto diz o sábio que “os celeiros do justo são cheios”; significa que o indivíduo não deve ter receio de despender até o último real, quando isso for necessário. Gastando-o corajoso e alegremente, abre as portas para vir mais, pois Deus é o suprimento infalível e inesgotável de cada indivíduo. Essa é a atitude espiritual que deveis manter para com o dinheiro, não vos esquecendo que o Banco do Universo nunca falha! No filme americano intitulado A Avareza, temos um exemplo de sovinice. A protagonista havia ganho cinco mil dólares numa loteria e não queria gastá-los. Continuava a economizar e guardar o que podia do que recebia do trabalho, pois pensava que o marido podia ficar doente e impossibilitado de trabalhar, e chegou a encerar casas para viver, sem nada tirar da fortuna que recebera. Apreciava o dinheiro por si mesmo, colocando-o acima de tudo. O fim, porém, foi que a assassinaram e roubaram-lhe todo o dinheiro.

Os casos como o desta peça servem de ilustração para a sentença: “O amor ao dinheiro é a origem de todos os males”.

O dinheiro em si é bom e benéfico, porém, empregado para fins destrutivos, procurado e guardado avidamente ou considerado mais importante que o amor, produz moléstias, desastres e a perda do próprio dinheiro.

Segui o caminho do amor e tudo mais vos será acrescentado, pois Deus é amor e ao mesmo tempo suprimento; segui o caminho do egoísmo e da avareza, e vosso suprimento desaparecerá dele.

Uma senhora riquíssima, em lugar de aplicar os seus rendimentos em alguma coisa útil, os ia acumulando. Raramente dava alguma coisa e só gastava comprando objetos para guardar.

Gostava muito de gravatas e, a uma amiga que lhe perguntara quantas tinha, respondera: – “Sessenta e sete”. Ela as comprava e guardava cuidadosamente em papel de seda. Se ela ocupasse as gravatas seria muito justo que as possuísse, porém as adquiria apenas para guardar, violando, assim, a “lei do uso”. Suas gavetas estavam repletas de roupas que nunca usara e de jóias que nunca haviam visto a luz.

Aconteceu que seus braços foram gradualmente endurecendo em consequência do seu apego aos objetos e, afinal, foi considerada incapaz de cuidar de seus próprios negócios e seus haveres foram entregues à administração de outros.

Portanto, é o próprio indivíduo que, na sua ignorância da lei, produz a destruição própria.

Toda moléstia, toda infelicidade provêm da violação da lei do amor.

As setas do ódio, ressentimento e crítica que o indivíduo envia, voltam para ele, trazendo-lhe moléstia e tristeza.

O cultivo do amor parece uma arte perdida, porém aquele que conhece as leis espirituais sabe que é preciso restabelecê-las, pois sem elas o indivíduo é como o bronze que soa ou o címbalo que retine.

Uma professora de Ciência Mental relata o seguinte caso que serve de exemplo ilustrativo:

“Tinha uma aluna que vinha mensalmente procurar-me para purificar-lhe a consciência de ressentimento. Passado algum tempo, chegou a um ponto em que só tina ressentimento de uma mulher e, apesar do grande esforço e trabalho, não conseguira vencê-lo. Entretanto, foi pouco a pouco acalmando-se e harmonizando-se, até que, certo dia, todo ressentimento desapareceu. quando veio ver-me, estava radiante de alegria e exclamou: ‘Não podeis compreender como me sinto! Aquele mulher falou comigo e, em vez de ficar furiosa, permaneci amável e bondosa. Ninguém pode compreender como me sinto aliviada!’”

O amor e a bondade são de valor incalculável nos negócios. A mesma professora de Ciência Mental acima citada relata o seguinte caso:

“Uma senhora se dirigiu a mim, queixando-se de sua chefe. Disse-me que ela era dura, exigente e manifestara que não a queria sob suas ordens. Aconselhei-a, então: ‘Muito bem, saudai a Deus nessa mulher e enviai-lhe sentimentos de uma mulher mármore’. Repliquei-lhe: ‘Estais lembrada da história do escultor que pediu um pedaço de mármore? Perguntaram-lhe por que o queria e respondeu: Porque há um anjo no mármore – e fez dele uma admirável obra de arte’. Respondeu-me: ‘Muito bem, vou tentar’.

“Uma semana depois, voltou dizendo: ‘Fiz o que me dissestes e agora a mulher é muito delicada comigo, tendo-me até levado a passear em seu automóvel’.”

Certas pessoas, muitas vezes, sentem remorsos por terem prejudicado a alguém, talvez, em tempos afastados. Embora não seja possível corrigir semelhante erro seus efeitos podem ser neutralizados, praticando, no presente, um ato de bondade com outra pessoa.

A esse respeito, diz o apóstolo S.Paulo: “Mas uma coisa faço, esquecendo-me das coisas que ficam para trás, e avançando para as que estão adiante, prossigo em direção ao alvo”.

A tristeza, o pesar e o remorso destroem as células do corpo e envenenam a atmosfera mental do indivíduo.

Uma professora de metafísica narra os seguintes exemplos sobre atitudes mentais deprimentes:

“Uma senhora me disse: ‘Tratai-me para ser feliz e alegre, pois a minha tristeza me faz tão irritável com os de minha família que continuo a criar mais Carma na minha existência’.

“Pediram-me para tratar de uma senhora que chorava pela morte de sua filha. Neguei a crença na perda e separação e afirmei que Deus era para ela a alegria, o amor e a tranquilidade.

“Imediatamente voltou ao seu estado normal; porém mandou seu filho dizer-me que não continuasse o tratamento, porque se sentia tão feliz e isso não era respeitável!”

Assim é que a “mente moral” gosta de apegar-se às suas tristezas e pesares.

Outrora julgava-se que se uma mulher não se preocupasse por causa de seus filhos, não era boa mãe. O medo que a mãe tem é a causa de muitas moléstias e acidentes que se dão para os seus filhos. Com efeito, o medo forma um quadro vivo da moléstia ou situação temida, e esse quadro, se não for neutralizado, se objetivará. Feliz da mãe que pode dizer, sinceramente, que coloca seus filhos nas mãos de Deus, e sabe, portanto, que são divinamente protegidos! Dessa forma, ela constitui ao redor deles uma grande aura protetora.

Certa mulher despertou-se repentinamente à noite, com o sentimento de que seu irmão estava em grande perigo. Em vez de entregar-se ao medo, pôs-se a fazer afirmações e a dizer: “O homem é uma idéia perfeita na Mente Divina e sempre se encontra em seu lugar certo; portanto, meu irmão está em seu lugar certo e é divinamente protegido”. No dia seguinte, soube que seu irmão estivera muito próximo de uma mina que explodira, porém havia escapado milagrosamente.

Assim, cada qual guarda de seu irmão (em pensamento) e todos devem saber que o objetivo de seu amor “habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-Poderoso”, podendo afirmar: “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma se aproximará de tua tenda”.

O amor conjugal geralmente é acompanhado de grande terror, pois quase todas as mulheres nascem com a idéia mítica de uma mulher que lhe há de roubar o amor. Essa mulher recebe no subconsciente feminino o nome de “a outra”. Entretanto, isso provém de que a mulher crê na dualidade e, enquanto ela visualiza interferência estranha, esta virá.

Ordinariamente, é muito difícil para a mulher ver-se amada pelo homem a quem ama, sendo, pois, muito útil que faça enérgica e persistentes afirmações para que sua mente subconsciente se convença da realidade da situação, porquanto – onde há verdadeiro amor, a unidade é perfeita.

Uma boa afirmação para corrigir os ciúmes e manter o amor é a seguinte:

“A Luz do Cristo interno dissolve em mim todo temor, dúvida, ódio e ressentimento. O amor divino circula em mim, formando uma irresistível corrente magnética. Só vejo a perfeição e atraio o que é meu por lei divina”.

O casamento, se não for efetuado sobre a base inabalável da unidade, não pode perdurar, embora possa ser mantido na sua aparência social.

Para ser uma verdadeira união espiritual, é preciso que corresponda às palavras de um poeta: “Duas almas com um só pensar, dois corações que pulsam em uníssonos”.

Se os esposos não viverem no mesmo plano de pensamentos, inevitavelmente se separarão.

O pensamento é uma tremenda força vibratória e cada qual será atraído para as criações de seu pensamento. Por exemplo:

Uma senhora casou-se com um homem a quem não amava, embora não desgostasse dele e viveram algum tempo aparentemente felizes. O homem começou a prosperar e seus gostos se aperfeiçoaram, tornando-se mais delicado, instruído e social. Porém, sua esposa continuou a viver em sua consciência limitada. Quando ia fazer compras, escolhia sempre os artigos inferiores e mais baratos.

Enquanto ele vivia em pensamentos nos ambientes mais luxuosos e elevados, ela só se preocupava com coisas próprias do vulgo.

Afinal, chegou o dia da separação material.

Constantemente vemos isso no caso de homens que enriquecem e prosperam, terminando por abandonarem as suas fiéis e serviçais esposas, que não puderam acompanhá-los em seu progresso.

A mulher deve estar sempre em harmonia com os gostos e ambições de seu esposo, interessando-se pelos seus planos e idéias, pois o homem vai sempre para onde se dirigem os pensamentos de seu coração.

Para cada um de vós existe a “outra metade” por Deus escolhida para vosso complemento.

No plano do pensamento superior, sois um só, embora, no plano da existência terrestre, estejais separados pelos vossos erros.

É nesse plano que se pode dizer: “Aqueles que Deus uniu, ninguém pode separar”, porque na mente superconsciente de cada um deles se encontra o mesmo Plano Divino.

Se tiverdes um sentimento íntimo de que viveis isolado e vos falta um coração que vos compreenda e ao qual possais desabafar vossos sentimentos, isso quer dizer que predomina em vós o sentimento de separatividade e que, antes de tudo, é preciso chegardes à realização da onipotência do Amor e de que tendes um companheiro silencioso ao vosso lado para escutar-vos e compreender-vos.

À proporção que cultivardes o sentimento de vossa unidade com a Vida e o Amor universal, ireis atraindo amizades e corações que vos compreenderão melhor e vosso sentimento de tristeza irá desaparecendo.

Fazei constantemente a afirmação de que sentis vosso coração repleto de amor de vosso Cristo interno e, em pouco tempo, deixareis de sentir-vos isolado, embora estejais só, e vosso desejo de bons companheiros no plano material irá sendo satisfeito pela formação de amizades úteis e sinceras.

O “perfeito amor” é o cumprimento da Lei, porque todas as leis da existência tem por objetivo único a reconstituição da unidade primitiva, a qual só pode existir no amor universal.

Por esse motivo, o amor é o maior dissolvente de todas as desarmonias, embaraços e divergências, mas é preciso que seja inteiramente desinteressado e espontâneo.

Deus criou o mundo por Amor; para ter seres que o amassem voluntariamente. Ele vos convida a amá-LO e vos promete todas as alegrias e felicidades, mesmo na terra, desde que O ameis acima de tudo.

Amar a Deus não é renunciar aos gozos da vida, mas sim gozá-los com Deus e em obediência ao seu impulso ou Sua voz, e de acordo com a Sua sabedoria e Vontade.

“O perfeito amor expulsa o medo. Aquele que tem medo, não é perfeito no amor. O amor é o cumprimento da lei”.

Essas palavras da Bíblia mostram que a Harmonia e o Amor conduzem à Verdade e à Justiça, e que estas quatro colunas são os sustentáculos da felicidade e do bem-estar. Fazei delas a expressão de vossos sentimentos na vida diária, e tereis encontrado a chave do templo da felicidade presente e futura.

(*) Vide Luz no caminho, de Mabel Collins, Editora Pensamento

Alegria e Triunfo – Lourenço Prado – Editora Pensamento

domingo, 23 de setembro de 2012

A CORUJA E O FALCÃO

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Certa vez um homem observou uma coruja que estava junto à janela.
Ela caiu e o distraiu da oração, mas ele não deu muito importância a ela.
Nos outros dias, ele observou que a coruja permanecia naquele lugar e parece que se estabelecera ali.
Dia após dia ele pôs-se a observar aquela coruja.
Notou que ela quase não se movia.
Começou a incomodar-se com aquela ave, ela ocupava mais tempo de sua atenção que a oração.
Como veio parar ali, se não comia e uma vez até chegou a mexer com ela para ver se realmente era uma coruja de verdade.
De tanto observar, notou que a ave era cega e isso encheu mais ainda sua cabeça de perguntas.
Até que um dia, notou que um falcão entrava na igreja com algo entre os bicos.
Eram algumas minhocas ou algum inseto e que servia de alimento para a coruja.
Ele maravilhou-se com o que viu e chegou a coçar os olhos para ver se enxergava direito: O falcão entrava na igreja para alimentar a coruja, da mesma forma como faria com um de seus filhotes.
Imediatamente o piedoso homem começou a louvar o Senhor e a se perguntar a razão de tamanho milagre. Jesus diz que Deus cuida até dos pássaros com o cuidado de um pai.
Sentiu enorme consolação ao pensar em um Deus amoroso, que coloca um falcão para cuidar de uma mísera coruja.
O que não faria Deus por ele?
Sentiu o coração vibrar ao perceber que Deus também cuidava dele com o mesmo carinho com que cuidava daquela ave.
No entanto sua consolação também lhe trouxe a moção interior de que Deus lhe revelava algo único.
Refletiu e decidiu vender tudo o que tinha e colocar-se ao único cuidado do Senhor.
Ponderou que era apegado demais aos seus bens e que Deus o chamava para viver uma vida de pobre ,dependendo unicamente da providência divina, pois ele valeria mais que milhões de coruja.
Saiu de sua casa e colocou-se como mendigo na porta da mesma igreja que costumava frequentar.
No entanto começou a ter dificuldades.
As pessoas o tinham conhecido como rico comerciante e não entendiam porque ele estava ali.
Alguns achavam que tinha endoidecido; não lhe davam esmolas e ele começou a passar fome.
Desolado e entristecido, pensava que Deus o tinha abandonado.
Renunciara a tudo para viver da providência de Deus e Deus não aceitou sua renúncia.
Revelou sua desolação e procurou um pastor.
Ao que o pastor lhe perguntou:
– Você tem certeza que foi Deus quem lhe pediu para viver como mendigo?
– Claro, a experiência com a coruja me mostrou que Deus sempre cuida de quem precisa, eu não tinha como duvidar! – Respondeu convicto.
O pastor o olhou serenamente e com muita compaixão lhe perguntou:
– Você tem certeza que Deus o chamava a ser coruja? Não lhe estaria chamando a ser falcão?
Muitos agem como verdadeiros fariseus abdicando de tudo que tem para viver uma vida pobre que aguça a compaixão das pessoas.
Deus nos tem chamado para sermos falcões, libertando pessoas, levando amor, consolo e sustento.
É claro que Deus nos trata como a coruja, mas nos chamou para sermos como o falcão.
Se você decidir assumir seu papel como falcão, Deus lhe conduzirá exatamente onde há uma coruja precisando de alimento.