quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CAPÍTULO VII - O AMOR

O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.

Provérbio, 10:12

Amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus.

1a Epístola de S.João, 4:7

imagesCAF41DEETodos vós que habitais este planeta estais recebendo vossa iniciação no amor.

Assim disse o Cristo: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros”.

Na sua obra Tertium Organum, Ouspensky afirma que o amor é um fenômeno cósmico que abre ao ser humano o mundo da quarta dimensão, o “Mundo das Maravilhas”.

O amor verdadeiro é desinteressado e livre do temor. Ele se irradia para o objetivo da afeição sem exigir qualquer retribuição. Sua satisfação está no prazer de dar. O amor é Deus em manifestação e a mais poderosa magnética do universo.

O amor puro e desinteressado atrai para si o que lhe pertence; não tem necessidade de procurar ou pedir. Quase ninguém tem a menor idéia do que seja o verdadeiro amor. O ente humano é egoísta, tirânico ou receoso em seus afetos, perdendo assim as coisas que ama.

O ciúme é o pior inimigo do amor, pois perturba a imaginação, faz que ela veja a pessoa amada atraída para outra e, se esse temor não for neutralizado, se expressará objetivamente.

O seguinte fato, narrado por uma esoterista, serve de exemplo. Escreve ela:

“Certa moça se dirigiu a mim em estado de profundo desespero, pois o homem  a quem amava a havia abandonado por outras mulheres, dizendo que nunca pensara em casar-se com ela. Achava-se exasperada de ciúmes e ressentimento, e disse-me que esperava vê-lo sofrer, tanto quanto a fizera sofrer, terminando a pergunta: ‘Como pôde abandonar-me, se eu o amava tanto?’

“Respondi-lhe: ‘Bem, isso não é amor verdadeiro. Quando expressardes o amor verdadeiro, este vos será retribuído, quer por esse homem, quer por seu equivalente pois, se não for o escolhido divino, não precisareis dele. Assim, como estais unida a Deus, também estais unida ao amor que vos pertence por direito divino’.

“Passaram-se vários meses e as coisas continuaram na mesma. Entretanto, ela agia conscienciosamente sobre si mesma para modificar a sua atitude. Certa ocasião, disse-lhe: ‘Quando deixardes de ficar perturbada pela idéia da crueldade dele, deixará de ser cruel, porque pelas vossas próprias emoções, estais atraindo essa crueldade’.

“Falei-lhe, então, de uma fraternidade existente na Índia, na qual nunca se saudavam dizendo: ‘Bom dia’. Para se saudarem empregavam as palavras: ‘Saúdo a Deus em vós’. Eles saudavam a Deus tanto nos homens como nos animais da floresta, e assim nunca eram molestados, pois viam somente Deus em todo ser vivente. Aconselhei-lhe o seguinte: ‘Saudai a Deus nesse homem e afirmais: Vejo apenas vosso ser divino. Vejo-o com Deus vos vê, perfeito, feito à Sua imagem e semelhança’.

“Ela notou que se tornava mais calma e perdia gradualmente seu ressentimento. Ele era capitão e ela sempre lhe dava esse nome.

“Um dia exclamou repentinamente: ‘Deus abençoe o capitão, onde estiver’.

“Respondi-lhe: ‘Isso sim é verdadeiro amor, e quando vos tornardes um círculo completo, não ficando mais perturbada pela situação, alcançareis dele o amor e atraireis o seu equivalente.

“Nessa ocasião, eu estava de mudança e não possuía telefone, de modo que fiquei fora de contato com ela durante algumas semanas; entretanto, esta manhã recebi sua carta, contendo apenas esta palavra: ‘Casamo-nos’.

“Na primeira oportunidade, fiz-lhe uma visita e minhas primeiras palavras foram: ‘Que aconteceu?’ Ela exclamou: ‘Oh, um milagre! Certo dia despertei-me e notei que todo o meu sofrimento havia desaparecido. Na tarde daquele mesmo dia, o encontrei e pediu-me em casamento. Dentro de uma semana nos casamos, e posso afirmar-vos que nunca vi homem mais delicado”.

Uma antiga sentença iniciática diz o seguinte: Ninguém é vosso inimigo, ninguém é vosso amigo, cada um é vosso instrutor (*).

O namorado daquela moça lhe estava ensinando o amor desinteressado, coisa que toda pessoa tem que aprender, cedo ou tarde.

Assim, pois, é preciso serdes impessoal e aprenderdes o que cada um tem a ensinar-vos e, quanto mais cedo aprenderdes vossa lição, mais depressa ficareis livre.

Não é necessário o sofrimento para vos desenvolverdes e aperfeiçoardes, e ele resulta sempre de terdes desobedecido a lei espiritual; porém, são poucas as pessoas que parecem  poder sair do “sono da alma” sem passar por ele.

Quando as pessoas são felizes, geralmente se tornam egoístas e assim, automaticamente, a lei do Carmo entra em atividade. Amiúde elas perdem o que possuem por não saberem apreciá-lo e dar-lhe valor.

Um metafísico americano relata o seguinte caso que serve de ilustração para o princípio exposto:

“Conheci uma senhora que possuía um companheiro muito bom, ao qual não dava valor, pois dizia sempre: Não importa casar-me, porém isso não depõe contra meu companheiro e quer dizer simplesmente que não tenho interesse pela vida conjugal.

“Tinha outros interesses e quase nem se lembrava  de que possuía um companheiro. Somente quando o via é que se lembrava dele. Um dia o companheiro disse-lhe que gostava de outra mulher e ia deixá-la. Desesperada e cheia de ressentimento, ela veio procurar-me.

“Após ouvi-la queixar-se respondi-lhe. ‘É exatamente  para dar esse resultado que falastes aquelas palavras. Dizeis que não vos preocupáveis com o casamento e assim vosso subconsciente agiu para deixar-vos sem ele’.

“Ela concordou: ‘É verdade, agora compreendo. As pessoas alcançam o que procuram e depois se ofendem muito por não ser como julgam’.

“Entretanto, em pouco tempo harmonizou-se com a situação e reconheceu que eram muito mais felizes separados’.

Quando a mulher se torna indiferente ao marido ou companheiro e põe-se a critica-lo, deixa de ser uma inspiração e incentivo para ele, desaparece o estímulo de suas primeiras relações e ele se sente desanimado, infeliz. O seguinte exemplo, citado por uma esoterista americana, constitui uma boa ilustração do princípio:

“Um homem dirigiu-se a mim num estado de grande desânimo e tristeza. Sua mulher se interessava pela Ciência dos Números e fizera examinar o nome dele. Parece que a análise não foi muito favorável, pois ele informou-me: ‘Minha mulher diz que nunca conseguirei alguma coisa, porque sou o número 2’.

“Respondi-lhe: ‘Não me interessa qual seja o número de vosso nome, sois uma idéia perfeita na mente divina, e pediremos o êxito e a prosperidade que foram planejados para vós pela Inteligência Infinita’.

“Dentro de poucas semanas, conseguiu uma posição magnífica e, um ano ou dois mais tarde, obteve um brilhante êxito como escritor”.

Não podeis obter êxito em vossos negócios sem amardes o vosso trabalho. A pintura que o artista faz por amor à arte é a maior obra por ele produzida. A rotina é sempre um meio de viver humildemente.

Ninguém pode atrair dinheiro, se o desprezar. Muitas pessoas permanecem na pobreza por terem o costume de dizer: “O dinheiro nada é para mim, e não aprecio as pessoas que o possuem”.

Essa é a razão por que muitos artistas são pobres. Seu desprezo pelo dinheiro os afasta dele.

Lembro-me de ter ouvido um artista falar de outro: “Não é bom artista; tem dinheiro no banco”. Essa atitude mental, sem dúvida, separa o indivíduo do seu suprimento. Para poder atrair uma coisa, é preciso que se esteja em harmonia com ela. O dinheiro é uma expressão de Deus como meio de suprir a necessidade e livrar da limitação, porém deve ser sempre posto em circulação e aplicação em coisas justas.

A avareza e a sovinice são terrivelmente vingativas. Isso não quer dizer que o indivíduo não deva possuir casas e riquezas, depósitos e valores porquanto diz o sábio que “os celeiros do justo são cheios”; significa que o indivíduo não deve ter receio de despender até o último real, quando isso for necessário. Gastando-o corajoso e alegremente, abre as portas para vir mais, pois Deus é o suprimento infalível e inesgotável de cada indivíduo. Essa é a atitude espiritual que deveis manter para com o dinheiro, não vos esquecendo que o Banco do Universo nunca falha! No filme americano intitulado A Avareza, temos um exemplo de sovinice. A protagonista havia ganho cinco mil dólares numa loteria e não queria gastá-los. Continuava a economizar e guardar o que podia do que recebia do trabalho, pois pensava que o marido podia ficar doente e impossibilitado de trabalhar, e chegou a encerar casas para viver, sem nada tirar da fortuna que recebera. Apreciava o dinheiro por si mesmo, colocando-o acima de tudo. O fim, porém, foi que a assassinaram e roubaram-lhe todo o dinheiro.

Os casos como o desta peça servem de ilustração para a sentença: “O amor ao dinheiro é a origem de todos os males”.

O dinheiro em si é bom e benéfico, porém, empregado para fins destrutivos, procurado e guardado avidamente ou considerado mais importante que o amor, produz moléstias, desastres e a perda do próprio dinheiro.

Segui o caminho do amor e tudo mais vos será acrescentado, pois Deus é amor e ao mesmo tempo suprimento; segui o caminho do egoísmo e da avareza, e vosso suprimento desaparecerá dele.

Uma senhora riquíssima, em lugar de aplicar os seus rendimentos em alguma coisa útil, os ia acumulando. Raramente dava alguma coisa e só gastava comprando objetos para guardar.

Gostava muito de gravatas e, a uma amiga que lhe perguntara quantas tinha, respondera: – “Sessenta e sete”. Ela as comprava e guardava cuidadosamente em papel de seda. Se ela ocupasse as gravatas seria muito justo que as possuísse, porém as adquiria apenas para guardar, violando, assim, a “lei do uso”. Suas gavetas estavam repletas de roupas que nunca usara e de jóias que nunca haviam visto a luz.

Aconteceu que seus braços foram gradualmente endurecendo em consequência do seu apego aos objetos e, afinal, foi considerada incapaz de cuidar de seus próprios negócios e seus haveres foram entregues à administração de outros.

Portanto, é o próprio indivíduo que, na sua ignorância da lei, produz a destruição própria.

Toda moléstia, toda infelicidade provêm da violação da lei do amor.

As setas do ódio, ressentimento e crítica que o indivíduo envia, voltam para ele, trazendo-lhe moléstia e tristeza.

O cultivo do amor parece uma arte perdida, porém aquele que conhece as leis espirituais sabe que é preciso restabelecê-las, pois sem elas o indivíduo é como o bronze que soa ou o címbalo que retine.

Uma professora de Ciência Mental relata o seguinte caso que serve de exemplo ilustrativo:

“Tinha uma aluna que vinha mensalmente procurar-me para purificar-lhe a consciência de ressentimento. Passado algum tempo, chegou a um ponto em que só tina ressentimento de uma mulher e, apesar do grande esforço e trabalho, não conseguira vencê-lo. Entretanto, foi pouco a pouco acalmando-se e harmonizando-se, até que, certo dia, todo ressentimento desapareceu. quando veio ver-me, estava radiante de alegria e exclamou: ‘Não podeis compreender como me sinto! Aquele mulher falou comigo e, em vez de ficar furiosa, permaneci amável e bondosa. Ninguém pode compreender como me sinto aliviada!’”

O amor e a bondade são de valor incalculável nos negócios. A mesma professora de Ciência Mental acima citada relata o seguinte caso:

“Uma senhora se dirigiu a mim, queixando-se de sua chefe. Disse-me que ela era dura, exigente e manifestara que não a queria sob suas ordens. Aconselhei-a, então: ‘Muito bem, saudai a Deus nessa mulher e enviai-lhe sentimentos de uma mulher mármore’. Repliquei-lhe: ‘Estais lembrada da história do escultor que pediu um pedaço de mármore? Perguntaram-lhe por que o queria e respondeu: Porque há um anjo no mármore – e fez dele uma admirável obra de arte’. Respondeu-me: ‘Muito bem, vou tentar’.

“Uma semana depois, voltou dizendo: ‘Fiz o que me dissestes e agora a mulher é muito delicada comigo, tendo-me até levado a passear em seu automóvel’.”

Certas pessoas, muitas vezes, sentem remorsos por terem prejudicado a alguém, talvez, em tempos afastados. Embora não seja possível corrigir semelhante erro seus efeitos podem ser neutralizados, praticando, no presente, um ato de bondade com outra pessoa.

A esse respeito, diz o apóstolo S.Paulo: “Mas uma coisa faço, esquecendo-me das coisas que ficam para trás, e avançando para as que estão adiante, prossigo em direção ao alvo”.

A tristeza, o pesar e o remorso destroem as células do corpo e envenenam a atmosfera mental do indivíduo.

Uma professora de metafísica narra os seguintes exemplos sobre atitudes mentais deprimentes:

“Uma senhora me disse: ‘Tratai-me para ser feliz e alegre, pois a minha tristeza me faz tão irritável com os de minha família que continuo a criar mais Carma na minha existência’.

“Pediram-me para tratar de uma senhora que chorava pela morte de sua filha. Neguei a crença na perda e separação e afirmei que Deus era para ela a alegria, o amor e a tranquilidade.

“Imediatamente voltou ao seu estado normal; porém mandou seu filho dizer-me que não continuasse o tratamento, porque se sentia tão feliz e isso não era respeitável!

Assim é que a “mente moral” gosta de apegar-se às suas tristezas e pesares.

Outrora julgava-se que se uma mulher não se preocupasse por causa de seus filhos, não era boa mãe. O medo que a mãe tem é a causa de muitas moléstias e acidentes que se dão para os seus filhos. Com efeito, o medo forma um quadro vivo da moléstia ou situação temida, e esse quadro, se não for neutralizado, se objetivará. Feliz da mãe que pode dizer, sinceramente, que coloca seus filhos nas mãos de Deus, e sabe, portanto, que são divinamente protegidos! Dessa forma, ela constitui ao redor deles uma grande aura protetora.

Certa mulher despertou-se repentinamente à noite, com o sentimento de que seu irmão estava em grande perigo. Em vez de entregar-se ao medo, pôs-se a fazer afirmações e a dizer: “O homem é uma idéia perfeita na Mente Divina e sempre se encontra em seu lugar certo; portanto, meu irmão está em seu lugar certo e é divinamente protegido”. No dia seguinte, soube que seu irmão estivera muito próximo de uma mina que explodira, porém havia escapado milagrosamente.

Assim, cada qual guarda de seu irmão (em pensamento) e todos devem saber que o objetivo de seu amor “habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-Poderoso”, podendo afirmar: “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma se aproximará de tua tenda”.

O amor conjugal geralmente é acompanhado de grande terror, pois quase todas as mulheres nascem com a idéia mítica de uma mulher que lhe há de roubar o amor. Essa mulher recebe no subconsciente feminino o nome de “a outra”. Entretanto, isso provém de que a mulher crê na dualidade e, enquanto ela visualiza interferência estranha, esta virá.

Ordinariamente, é muito difícil para a mulher ver-se amada pelo homem a quem ama, sendo, pois, muito útil que faça enérgica e persistentes afirmações para que sua mente subconsciente se convença da realidade da situação, porquanto – onde há verdadeiro amor, a unidade é perfeita.

Uma boa afirmação para corrigir os ciúmes e manter o amor é a seguinte:

“A Luz do Cristo interno dissolve em mim todo temor, dúvida, ódio e ressentimento. O amor divino circula em mim, formando uma irresistível corrente magnética. Só vejo a perfeição e atraio o que é meu por lei divina”.

O casamento, se não for efetuado sobre a base inabalável da unidade, não pode perdurar, embora possa ser mantido na sua aparência social.

Para ser uma verdadeira união espiritual, é preciso que corresponda às palavras de um poeta: “Duas almas com um só pensar, dois corações que pulsam em uníssonos”.

Se os esposos não viverem no mesmo plano de pensamentos, inevitavelmente se separarão.

O pensamento é uma tremenda força vibratória e cada qual será atraído para as criações de seu pensamento. Por exemplo:

Uma senhora casou-se com um homem a quem não amava, embora não desgostasse dele e viveram algum tempo aparentemente felizes. O homem começou a prosperar e seus gostos se aperfeiçoaram, tornando-se mais delicado, instruído e social. Porém, sua esposa continuou a viver em sua consciência limitada. Quando ia fazer compras, escolhia sempre os artigos inferiores e mais baratos.

Enquanto ele vivia em pensamentos nos ambientes mais luxuosos e elevados, ela só se preocupava com coisas próprias do vulgo.

Afinal, chegou o dia da separação material.

Constantemente vemos isso no caso de homens que enriquecem e prosperam, terminando por abandonarem as suas fiéis e serviçais esposas, que não puderam acompanhá-los em seu progresso.

A mulher deve estar sempre em harmonia com os gostos e ambições de seu esposo, interessando-se pelos seus planos e idéias, pois o homem vai sempre para onde se dirigem os pensamentos de seu coração.

Para cada um de vós existe a “outra metade” por Deus escolhida para vosso complemento.

No plano do pensamento superior, sois um só, embora, no plano da existência terrestre, estejais separados pelos vossos erros.

É nesse plano que se pode dizer: “Aqueles que Deus uniu, ninguém pode separar”, porque na mente superconsciente de cada um deles se encontra o mesmo Plano Divino.

Se tiverdes um sentimento íntimo de que viveis isolado e vos falta um coração que vos compreenda e ao qual possais desabafar vossos sentimentos, isso quer dizer que predomina em vós o sentimento de separatividade e que, antes de tudo, é preciso chegardes à realização da onipotência do Amor e de que tendes um companheiro silencioso ao vosso lado para escutar-vos e compreender-vos.

À proporção que cultivardes o sentimento de vossa unidade com a Vida e o Amor universal, ireis atraindo amizades e corações que vos compreenderão melhor e vosso sentimento de tristeza irá desaparecendo.

Fazei constantemente a afirmação de que sentis vosso coração repleto de amor de vosso Cristo interno e, em pouco tempo, deixareis de sentir-vos isolado, embora estejais só, e vosso desejo de bons companheiros no plano material irá sendo satisfeito pela formação de amizades úteis e sinceras.

O “perfeito amor” é o cumprimento da Lei, porque todas as leis da existência tem por objetivo único a reconstituição da unidade primitiva, a qual só pode existir no amor universal.

Por esse motivo, o amor é o maior dissolvente de todas as desarmonias, embaraços e divergências, mas é preciso que seja inteiramente desinteressado e espontâneo.

Deus criou o mundo por Amor; para ter seres que o amassem voluntariamente. Ele vos convida a amá-LO e vos promete todas as alegrias e felicidades, mesmo na terra, desde que O ameis acima de tudo.

Amar a Deus não é renunciar aos gozos da vida, mas sim gozá-los com Deus e em obediência ao seu impulso ou Sua voz, e de acordo com a Sua sabedoria e Vontade.

“O perfeito amor expulsa o medo. Aquele que tem medo, não é perfeito no amor. O amor é o cumprimento da lei”.

Essas palavras da Bíblia mostram que a Harmonia e o Amor conduzem à Verdade e à Justiça, e que estas quatro colunas são os sustentáculos da felicidade e do bem-estar. Fazei delas a expressão de vossos sentimentos na vida diária, e tereis encontrado a chave do templo da felicidade presente e futura.

(*) Vide Luz no caminho, de Mabel Collins, Editora Pensamento

Alegria e Triunfo – Lourenço Prado – Editora Pensamento

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